Paris, verão de 1999. Um brasileiro e uma francesa reencontram-se na capital
francesa meses depois do despertar da paixão no carnaval pernambucano.
Depois do reencontro apaixonado veem o desencontro dos seus sentimentos e
o fim da relação. Daí parte o enredo de Dedalus, a estreia em prosa de Ribeiro
Halves.
Esse ‘(quase)romance autobiográfico’, como gosta de definir o autor, fala sobre
a existência humana, sua fragilidade e contingência. Fala-nos do patético dos
sentimentos desencontrados, mas também da luta da vida a buscar um sentido
diante das emoções contraditórias em um país estrangeiro. Fala-nos desse
‘mistério’ da vida que nos lança à aventura de cruzar oceanos, sobre o perder-
se e o encontrar-se. Sobre a construção de nossos labirintos pessoais e das
asas para a fuga deles.
Tendo como pano de fundo a ‘Cidade Luz’ ao fim do século XX, Dedalus toca
também temas como a identidade brasileira, ancestralidade, resistência,
colonialismo. Temas filosóficos e teológicos enriquecem a narrativa vivida por
entre as cidades de Paris, Chartres e Estrasburgo.
Dedalus é uma história real. Os acontecimentos vividos pelo autor e reescritos
a partir das anotações de seu diário de viagem é uma pungente mensagem de
celebração e amor à vida.
























